Boas Festas





O Natal é um período propício para se pensar nos esquecidos e excluídos. Não consigo deixar de meditar nas minorias cristãs do Médio-Oriente. Votadas a um autêntico etnocídio generalizado, nalguns casos vítimas de um verdadeiro genocídio. Sem capacidade de reivindicarem um espaço de autonomia identitária, impossibilitados de um tratamento igualitário, desprotegidos de segurança dispensada de forma arbitrária, logo desprovida de Justiça, são alvo fácil de todo o tipo de incompreensões e frustrações. Podem contar pouco com uma boa parte dos crentes da Igreja Católica Apostólica Romana de Rito Latino obcecados com reformas, aberturas, mudanças, por vezes atraídos pela incorporação do que é estranho ao cristianismo e cristandade revelando vergonha por terem projectos de vida e  de existência não coincidentes com o que doutrinalmente deveriam ter por convicção e missão vontade de preservar. O silêncio chega a ser de chumbo nos meios de comunicação social, quando é quebrado é para se apresentarem incongruências onde o terrorismo fundamentalista islâmico é descrito como libertador. Por tudo isto vou pensar neles não esquecendo, como acontece na Síria, no exemplo das suas Hierarquias Eclesiásticas. No espírito de serviço que têm dado prova, no não abandono de um terreno adverso. Os Bispos desaparecidos em Abril último na Cidade de Alepo, quando procuravam o paredeiro de alguns dos sacerdotes das suas circunscrições eclesiásticas, são testemunhos que me parece não deverem ser ignorados no mundo dos crentes e no contexto dos Direitos Humanos mais elementares.



Mgr Boulos Yazigi (à gauche) et Mgr Yohanna Ibrahim.

Boulos Yazigi (Bispo Grego-ortodoxo)  e Yohanna Ibrahim (Bispo Sírio-ortodoxo)

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