(2) Definhamento da III República




Pink Floyd - Sorrow, música do Álbum A Momentary Lapse of Reason de 1987 (Tournée  de 1993)


Os portugueses desesperados cantam a "Grândola Vila Morena". Eu, na letra e música Sorrow dos Pink Floyd  encontro bem mais potencial para o que se passa. Perdoem-me, os que se iludem pensando que este País funciona de forma Soberana, pelo meu cosmopolitismo.
Está na altura de fundamentar num novo post consagrado ao Definhamento da III República. Nunca é de mais recordar que quando esta nasceu, em 1974, a Dívida Pública Acumulada era de 14,0%. O recente ano de 2012 fechou com o expressivo valor de 122,5%.  Qualquer ser humano sensato sabe que é impossível superá-la. Quase todos os "profissionais" da política tiveram responsabilidades nesta gestão da causa pública, contribuindo para ela (Quadro I).


Quadro I
Dívida Pública Acumulada e dívida resultante do exercício orçamental anual



Governos em Exercício
Dívida
Pública Acumulada
Dívida resultante do exercício orçamental anual deficitário
1974 (Junta de Salvação Nacional/Adelino da Palma Carlos)
14,0
---
1975 (Vasco Gonçalves)
16,0
3,8
1976 (Mário Soares)
22,2
5
1977 Intervenção  do  FMI
28,7
4,9
1978 (Mota Pinto)
32,0
6,5
1979 (Maria de Lurdes Pintassilgo)
33,6
5,1
1980 (Sá Carneiro)
31,8
7,2
1981(Pinto Balsemão)
39,9
8,7
1982
42,8
7,2
1983 (Mário Soares) Intervenção do FMI
47,7
5,1
1984
53,1
5,5
1985
56,1
8,6
1986 (Cavaco Silva)
54,5
7,5
1987
61,3
5,9
1988
60,6
3,6
1989
59,3
2,9
1990
58,3
6,3
1991
62,8
7,6
1992
57,0
4,7
1993
55,8
8.1
1994
59,0
7,7
1995(António Guterres)
60,9
5,4
1996
59,9
3,2
1997
56,1
2,5
1998
52,1
2,3
1999
51,4
2,8
2000
50,4
3,3
2001
53,1
4,7
2002 (Durão Barroso)
55,7
3,4
2003
55,7
3,7
2004 (Santana Lopes)
59,5
4,0
2005 (José Sócrates)
64,7
6,5
2006
63,9
4,6
2007
62,7
2,7
2008
65,4
2,7
2009
76,3
9,4
2010
93,3
8,6
2011 (José Sócrates/Passos Coelho) Intervenção da Troika
107,8
4,2
2012
123,6
6,4
Fonte: INE/BP

Relativamente a produtividade e  empreendedorismo, chavões que são repetidos até à exaustão,  não é de mais repetir que centrando-nos, apenas, nos últimos 10 anos (2002/2012) que a participação portuguesa na economia mundial baixou de uma  32ª posição para a 50ª. Em termos percentuais passou de 0,4% para 0,3%. O arredondamento serve para a diminuição não estar nos 0,2% realidade que, brilhantemente, iremos alcançar muito provavelmente em 2013 (Quadro II).



Quadro II
Peso de Portugal no contexto da Produção Mundial

Produção Mundial
2002
49 000 (100,0%)
Produção Mundial
2012
87000 (100,0%)
1) EUA
10 450(21,3%)
1) EUA
15 660(18,0%)
2) China
3 969 (8,1%)
2) China
12 380(14,2%)
3) Japão
3 650 (7,5%)
3) Japão
4 735 (5,4%)
4) Alemanha
2 160 (4,4%)
4) Índia
4 617 (5,3%)
5) Índia
1 584 (3,6%)
5) Alemanha
3 194 (3,7%)
6) França
1 558 (3,2%)
6) Rússia
2 509 (2,9%)
7) RU
1 528 (3,1%)
7) Brasil
2 362 (2,7%)
8) Itália
1 455 (3,0%)
8) R.U.
2 323 (2,7%)
9) F. Russa
1 409 (2,9%)
9) França
2 253 (2,6%)
10) Brasil
1 186 (2,4%)
10) Itália
1 834 (2,1%)
11) C.do Sul
941 (1,9%)
11) México
1 758 (2,0%)
12) Canadá
934 (1,9%)
12) C. do Sul
1622 (1,9%)
13) México
924 (1,8%)
13) Canada
1446 (1,7%)
14) Espanha
850 (1,7%)
14) Espanha
1407 (1,6%)
15) Indonésia
714 (1,5%)
15) Indonésia
1212 (1,4%)
16) Holanda
420 (0,9%)
16) Turquia
1125 (1,3%)
17) Austrália
400 (0,8%)
17) Irão
997 (1,2%)
18) Taiwan
382 (0,8%)
18) Austrália
960 (1,1%)
19) Suíça
368 (0,8%)
19) Taiwan
901 (1,0%)
20) Suécia
354 (0,7%)
20) Polónia
802 (0,9%)
21) Bélgica
336 (0,7%)
21) Argentina
746 (0,9%)
22) Turquia
329 (0, 7%)
22) A. Saudita
740 (0,8%)
23) Irão
283 (0,6%)
23) Holanda
709 (0,8%)
24) Noruega
271 (0,6%)
24) Tailândia
646 (0,7%)
25) Dinamarca
236 (0,5%)
25) África do Sul
578 (0,7%)
26) Áustria
225 (0,5%)
26) Egipto
537 (0,6%)
27) A. Saudita
216 (0,4%)
27) Paquistão
514 (0,6%)
28) Polónia
212 (0,4%)
28) Colômbia
500 (0,6%)
29) Finlândia
191 (0,4%)
29) Malásia
492 (0,6%)
30) África do Sul
188 (0,4%)
30) Nigéria
492 (0,6%)
31) Grécia
186 (0,4%)
31) Bélgica
450 (0,5%)
32) Portugal
179 (0,4%)
32) Filipinas
416 (0,5%)


33) Venezuela
402 (0,5%)


34) Suécia
395 (0,5%)


35) Suíça
362 (0,4%)


36) Áustria
357 (0,4%)


37) Ucrânia
344 (0,4%)


38) Singapura
326 (0,4%)


39) Peru
325 (0,4%)


40) Vietname
320 (0,4%)


41) Chile
319 (0,4%)


42) Bangladesh
305 (0,4%)


43) R. Checa
286 (0,3%)


44) Grécia
280 (0,3%)


45) Noruega
278 (0,3%)


46) Argélia
274 (0,3%)


47) Roménia
274 (0,3%)


48) E.A.U
271 (0,3%)


49) Israel
247 (0,3%)


50) Portugal
245 (0,3%
Fonte: Banco Mundial / World Factbook; Unidade: mil milhões $

Urge superar as metamorfoses que têm como matéria-prima ideológica o comunismo e o capitalismo






Genesis - Suppers Ready - III Parte (1973)


Porque nunca tive atracção, qualquer fascínio intelectual ou a mais pequena dúvida que os meus problemas e anseios individuais e colectivos estivessem na aplicação prática dos pressupostos comunistas e capitalistas, até por me parecer as muitas parecenças na formatação mental dos mesmos, é com gosto que reparo serem os representantes ou funcionários  do capitalismo oligárquico, em grande medida, os mesmos que tiveram  responsabilidades  directivas no que outrora eram as estruturas idealizadas para levar a cabo a edificação do comunismo.
Nestes tempos conturbados de falência dos modelos societários em que temos estado mergulhados, não posso deixar de notar, com curiosidade, que quando Portugal se viu na condição de pedir "ajuda/subordinação" junto da Troika em 2011 - três entidades (duas comunitária e outra monetarista internacionalista/FMI) que além de emprestarem a juros dinheiro têm a missão pedagógica de indicar o que se deve fazer para edificar uma sociedade especulativa capitalista que em linguagem técnica se chama preparada para "voltar aos mercados" - esta era encabeçada por figuras que, décadas atrás,  utilizavam os seus recursos mentais a instaurar o comunismo.
No meio destas duas almas gémeas que necessitam uma da outra para sobreviverem -o capitalismo gerou o comunismo,  este último recriou as condições para o ressurgimento do primeiro- completando-se no desrespeito pelo papel do trabalho na formação do carácter e realização humana e no   que é a formação de riqueza, baseada não  na produção mas na especulação, espanta-me como as ideias cooperativistas e corporativistas estão tão ignoradas, subjugadas e silenciadas.
Ambas coabitam no desrespeito pelo património edificado     numa narrativa que se demonstra com sustentabilidade e cronologia,  desempenhando função social, garante de autonomia e liberdade. No comunismo, estéril em criar riqueza, este é diluído por todos para usado no nivelamento da pobreza. No capitalismo o património,  manipulado no seu valor e função, acaba por ser taxado arbitrariamente para cobrir negócios, especulações,   evaporações de capitais ou pura pilhagem dos mesmos. 
Penso que não é por acaso que medito nas doutrinas da União de Friburgo, na encíclica Rerum Novarum publicada em 1891 no decurso do pontificado do Papa Leão XIII,  na comemorativa do seu centenário com João Paulo II (Centesimus Annus) que, sabiamente, manteve sempre as mais públicas reservas pela condenação do convívio e existência humana a estas duas formas exclusivas de organização económica e política.



Durão Barroso desfilando no 1º de Maio de 1975. Um ano de grandes conquistas comunistas.


Dominique Strauss-Kahn  em 1981, após ter deixado de ser dirigente das juventudes comunistas francesas em 1976, quando se iniciava numa carreira fulgurante no Partido Socialista francês.




 Angela Merkel nos tempos de dirigente Freie Deutsche Jugend  (FDJ), juventudes comunistas da RDA e Secretária do Agitrop (Agitação e Propaganda).

(1) Definhamento da III República






Começa a ser interessante reflectir sobre a implosão da III República. Com paciência, desapaixonada,  abordar a questão apoiado num conjunto de evidências acaba por ser uma tarefa mentalmente salutar para compreender uma  sociedade desorientada, desafortunada,   habitando no formalmente ainda designado Portugal (anedoticamente tratado,  constitucionalmente, como Estado Soberano).


Mergulhar em tão vil destino tem um consolo. É penoso agora para os que estão vivos e não podem fugir. Em qualquer abordagem séria, ocorrida nas ciências sociais, sabe-se que o calvário -partindo do perfil demográfico que Portugal apresenta a 5 de Outubro de 2012-  não vai durar mais II séculos. Desde 2007 o número dos que morrem é superior aos que nascem, a partir de 2011 o saldo migratório é negativo de forma sustentável.
Nesta gloriosa data nasceram 264 crianças e morreram 282 pessoas em Portugal. O saldo migratório foi de menos 128 indivíduos. Diariamente habitam menos 146 pessoas. Num ano menos 53 290 deixam de contar no território nacional. Como a população oficial era nesta data de 10 504 130, demorará 196 anos a desaparecerem os presentes e seus desafortunados descendentes.

Por todas estas razões parece-me desajustado estarmos preocupados com o que aí vem a longo prazo porque, antropologicamente falando, está em marcha um etnocídio que toma proporções de genocídio. O pior é o saque, a pilhagem, o mau trato, a chantagem imediata que a cleptocracia partidocrática surgida nestas últimas quatro décadas vem fazendo e se prepara para amplificar sobre o património material e imaterial do povo português. Vou rever o "Tiranicídio" em S. Tomás de Aquino (1225/1274) e seus brilhantes discípulos.











Era estival, overdose de concertos (entre Eros e Philia)

Banda Incubus /Música Dig / Álbum  Light Grenades (2006)

A música como género artístico, não esqueçamos que é a 1ª das Artes, abusa da temática amorosa. Na tradição helenística, mestra na captação da natureza humana de forma perene, as questões amorosas vivem da bipolaridade e relacionamento dialéctico entre Eros e Philia. Ambos são necessários, cumprem funções e devem coincidir, mas não é o que se passa. Eros é omnipotente, Philia uma esquecida e desconsiderada.
Em Eros o mistério, a carência, a sofreguidão e a irrequietude são dominantes. Em Philia o conhecimento, partilha, sedimentação e cumplicidade compartilhada preponderantes. De forma menos sintética Eros privilegia o rumor, a aparência, o artificialismo, a plasticidade, explorando o que não se domina e não se tem. Não poucas vezes não passa de uma cobiça relativamente àquilo que queremos egoisticamente para nós. Philia explora a confiança do convívio continuado, da amizade cimentada e alimenta-se do aprofundamento e aperfeiçoamento do que se tem, é viável ou é alcançável. Exige que procuremos satisfazer o outro ultrapassando a nossa mera dimensão pessoal.
Centrado nas bandas que proliferam nos palcos é espantosa a ênfase, apenas, em Eros. No Século XXI se tivesse de privilegiar, no masculino, uma das excepções  mais notáveis ao que acabo dizer, recairia na música Dig da Banda Incubus. Neste verão de 2012 temos de novo o talentoso Brandon Boyd em Portugal. No feminino recairia a minha escolha em Christina Perri escutando A Thousand Years ou Distance.

Dilema desportivo



Figura I
Lista de treinadores da Académica



Nesta final da taça de Portugal senti-me dividido, mas prevalecendo sempre o sentido da memória. Sendo sportinguista a inclinação estava marcada, ainda por cima existe vincada a pressão psicológica de ganhar - tudo o que aparece como "troféu" é bem vindo numa corrida contra o tempo - para contrariar estatísticas favoráveis ao Benfica e ao Porto. Pensando na memória histórica e sentimental da família, que tem fortíssimo peso institucional em mim, a mística da Académica tende a prevalecer nestes momentos.
O irmão do meu avô paterno foi jogador durante nove épocas na Académica (1917/18-1925/26) e uma no Sporting (1926/27). No lendário campeonato de Portugal de (1922/1923), em que ambos os clubes foram finalistas, acumulou as funções de médio, enquanto jogador, com as de treinador. É tido como  o primeiro técnico oficial com estas funções da mítica Briosa (figura I e II). Foi, ainda, capitão no campeonato de (1924/1925). No meio destas actividades, quase totalmente amadoras,  foi arranjando tempo para estudar medicina.


Figura II
Equipa da Académica no final do campeonato nacional de futebol



Figura III
Constituição da Equipa Finalista da Académica


 O resultado foi manifestamente desfavorável para a Académica. O Sporting ganhou por três zero. Com cronologia marcada e profundo interesse para o historial desportivo constitui a fotografia do capitão da Académica Júlio Ribeiro da Costa, a quem Teófilo Esquível (1900/1973) abraça na Figura III, a receber um ramo de flores nessa final (Figura IV). Viria a ser um dirigente do Benfica no final da década de trinta.

Figura IV
Campo de Jogo da Final do Campeonato Nacional (Faro)


No campeonato de (1926/27), no Sporting, fiel ao seu passado vivido na Associação Académica de Coimbra (AAC) - fundada em 1887 e com uma primeira equipa de futebol criada, precisamente, à um século no ano de 1912- recusa-se a jogar contra Ela. No ano seguinte, fora da competição desportiva, começa a dedicar-se inteiramente ao que será o seu exercício profissional futuro. Especializa-se em otorrinolaringologia -reside em França com esse objectivo- sendo um dos pioneiros a introduzir essa especialidade médica em Portugal. Em 1933, no âmbito da Função Pública, concorre a médico escolar (Biblioteca Nacional de Portugal). Participa activamente na formação da Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e Bronco-Esofagologia tendo sido vogal da sua primeira direcção eleita em 17 de Maio de 1953, para o biénio de  1954-1955. ( Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e Bronco-Esofagologia). Faleceu em 1973.











Porque o personalismo existencialista me fascina

Maurits Cornelis Escher (1898/1972) -Gravura de 1948

Cansado de viver num País que conheceu o pior do socialismo e do liberalismo, embriagado com a apropriação dos bens patrimoniais pessoais e o estímulo ao consumo individualista imediato, bem me apetece recordar João Morais Barbosa (1945/1991). Aprisionado a uma carga fiscal que não me permite tornar economicamente autónomo como pessoa, sou obrigado a endividar-me, a consumir mesmo não querendo e não precisando, com o objectivo de satisfazer projectos especulativos individualistas de concentração de capital rápido. Daí, da forma absurda e misteriosa surgirem “fortunas”, conceito que tem muito que se lhe diga e que por si só tem merecido tratados específicos em filosofia. O condicionamento e a manipulação são a tónica num sistema repressivo da liberdade humana que, sadicamente, repete ser seu interprete e garante. é necessário reaprender formas institucionalistas consistentes que se oponham, simultaneamente, ao colectivismo e ao individualismo.

“Contra esta clara afirmação da pessoa e da liberdade se erguem as ideologias contemporâneas. Umas, de teor colectivista, negando a pessoa e colocando no seu lugar o grupo, a classe, a sociedade. Outras, de teor individualista, reduzindo a pessoa a simples indivíduo, número unitário numa totalidade social. Ambas, coisificando a liberdade, degradando-a ao estatuto de objecto possuído pelo homem, assim desprovido da sua peculiar natureza”(…) “Os colectivismos em que assentam as teorias políticas estatizantes, outorgarão ao Estado o direito de regulamentar as liberdades, o que equivale a domesticar as pessoas. Os individualismos, por meio de uma acção redutora que identificará a pessoa com a sua intimidade, separada esta de não menos radical dimensão de transcendência, isentarão os indivíduos do dever de solidariedade humana: a liberdade será então algo de possuído por este e por aquele, um instrumento igualmente coisificado para a satisfação dos interesses individuais”.

Escutando mensagens musicais


I Didn't Know My Own Strength (2009)

Apetece-me falar de Whitney Houston (1963/2012) por motivos mais filosóficos que musicais. Todos conheciam o sucesso comercial dos anos 80 e 90 do século XX. Pouca gente pode dizer que frequentou espaços lúdicos sem tropeçar na sua música. Lamentável, como tantas vezes acontece, é que o seu álbum de maturidade surgido em 2009 - I Look to You - tenha passado desapercebido. Nele existem duas músicas notáveis que sintetizam um percurso de vida. Numa é preponderante a vontade em lutar individualmente e solitariamente, noutra impossível levar tal tarefa sem procurar apoio. Em comum o desabafo genial, musicalmente fabuloso, de uma mulher em balanço de vida, nos quarenta, sem grande ilusões sobre o mundo e os seus habitantes racionais.

Maturidade que é despegarmos e despojarmos os contactos humanos onde abundam criaturas que construímos de uma forma fictícia, produto da nossa imaginação ou de um contacto que não foi totalmente leal:

"Será melhor deixar os homens por aquilo que são, que tomá-los por aquilo que não são". Nicolas Chamfort /1740/1794)

Impossível viver sem amizade, por difícil que seja encontrá-la. Consciência da sua raridade e singularidade.

" Um outro refúgio para acusações de anormalidade é a amizade, sendo um amigo, entre outras coisas, alguém suficientemente bondoso para ter em consideração uma maior parte de nós do que qualquer outra pessoa". Alain de Botton


I Look to You (2009)